segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RS ganha prêmio do BID por ações da segurança pública
















         RS ganha prêmio do BID por ações da segurança pública no atendimento a mulheres em situação de violência Os investimentos na Rede de Atendimento da Segurança Pública para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar pelo governo do Rio Grande do Sul foram reconhecidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na categoria ‘Governante: A Arte do Bom Governo’. Dentre as iniciativas da segurança pública gaúcha, está a Patrulha Maria da Penha, que conta com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).
          Saiba mais: http://goo.gl/ChtLgR Foto: Cláudio Fachel/Palacio Piratini

domingo, 26 de janeiro de 2014

Marcha pela paz e justiça em Santa Maria.








              Mais de 35000 cidadãos, como uma grande família em silêncio de branco, tempo em tempo palmas, e no fundo por vezes algumas vozes cantavam Pais e Filhos de Legião Urbana.
              Por onde passávamos as fileiras aumentavam. Pessoas nas sacadas com tecidos brancos. No início, a Praça Saldanha da Gama por volta das 21h00, estava tomada. 
                       A maioria jovens, mas pessoas de todas as idades ombro a ombro, de mãos, abraçados em silêncio que se rompia com estrondosos aplausos, algo triste mais harmônico e de um acústico muito lindo.

            Quando passamos pela esquina da Boate Kiss, o cheiro de fumaça era ainda muito forte, e os aplausos decolavam. Quando passamos no túnel da Rio Branco é que tínhamos ideia da dimensão da caminhada pela paz. A descida pela Presidente Vargas foi rápida e a tomada do Farresão numa organização perfeita.
            Em um momento foi necessário passar uma ambulância no meio das pessoas, com gritos espontâneos, "abre, abre", como algo ensaiado e muito treinado, um corredor Humano se abriu a viatura seguiu seu rumo rapidamente, em silêncio se recompôs e a marcha seguia normalmente, sobre aplausos. E mais fortes.



                 Uma marcha triste, um silêncio que ecoava nas paredes dos prédios.
                  Solidariedade, sentimentos de indignação, paz e busca por justiça.
                     Algo que marcou todos nós para o resto de nossas vidas.
                          Santa Maria, verdadeiramente já não é a mesma. 
                            Não só pela tragédia, não só pela a luta com paz pela justiça, mas pela solidariedade, um sentindo de irmandade que nunca imaginei existir para ver.
                                  Uma cidade que com muita dor se tornou na fé, na paz, muito mais forte. 
                                         Muito mais forte.
                                              Indescritível.



       

sábado, 25 de janeiro de 2014

Muitos mortos por um raio.


A Explosão destruiu casas perto de um depósito de armas no centro da cidade de Mbuji-Mayi

           Uma explosão em um depósito de armas na República Democrática do Congo matou pelo menos 20 pessoas, funcionários da ONU.
           A explosão aconteceu na sexta-feira depois de um raio  em  base militar na cidade de Mbuji-Mayi.
           Mais de 50 pessoas também ficaram feridas e casas foram destruídas, disse o comunicado pela missão Monusco da ONU.
           O objetivo da Monusco é neutralizar os grupos armados na República Democrática do Congo, que está lutando para se recuperar de uma guerra que matou milhões entre 1998 e 2003.
           Explosão de sexta-feira, que ocorreu perto do principal mercado em Mbuji-Mayi, causou "desolação" no centro da cidade, de acordo com Monusco.
          "Eu instruí nosso escritório em Mbuji-Mayi de estar perto e apoiar as autoridades locais para lidar com a situação", disse Martin Kobler, chefe da missão de paz.
           Mbuji-Mayi é a terceira maior cidade da República Democrática do Congo e está no coração de diamante indústria de mineração de diamantes do município.
           República Democrática do Congo tem enormes recursos minerais, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Porto Alegre 47º - Fórum Social Temático. Manifestações com muita paz.


Centrais sindicais e movimentos sociais marcham na abertura do Fórum Social Temático



| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Débora Fogliatto

Sob o calor de quase quarenta graus em Porto Alegre nesta quinta-feira (23), milhares de pessoas marcharam pelo centro da cidade, na abertura do Fórum Social Temático. Em sua maioria seguravam bandeiras e vestiam camisetas de centrais sindicais, caminhando em grupos distintos. Era possível ver também alguns movimentos sociais reivindicando suas pautas na marcha que, marcada para as 15h, começou em torno das 16h30 na avenida Borges de Medeiros e terminou na Usina do Gasômetro.

Para escapar do sol, alguns levaram sombrinhas, outros usaram chapéus e muitos se abanavam com os folhetos recebidos para tentar aliviar o calor. Nas caminhonetes das centrais sindicais, caixas de isopor com copos de água eram distribuídas aos participantes.

Dentre os presentes, em torno de 500 a mil na concentração e cerca de três mil durante a marcha, estava a delegação do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário do Uruguai, composta por oito pessoas. Daniel Fessler, diretor do Centro de Estudos do sindicato, já participou de três fóruns anteriores e achou o de 2014 “mais fraco” que o anterior, em termos de programação e espaço. Eles participaram de atividades relacionadas ao judiciário e às relações entre Brasil e Uruguai.

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Antes da marcha, em um carro de som com cartazes do Fórum, o grupo Nação Hip Hop Brasil cantava de forma intercalada com as falas dos organizadores, que citavam as centrais e movimentos presentes. A marcha reuniu diversas de centrais sindicais, entre elas a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), a UGT (União Geral dos Trabalhadores), o SINDEC (Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre), a Força Sindical e a Federação das Trabalhadoras Domésticas. Dentre os movimentos sociais, estiveram presentes A Marighella, o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, a Juventude do PT, a UJS (União da Juventude Socialista), a ONG Nuances, a Marcha Mundial das Mulheres, militantes do PSB, entre outros.

A líder comunitária Jucy dos Santos, de 70 anos, é militante do MTD há dez e sempre procura participar das marchas de abertura dos Fóruns. Ela e mais cinco ativistas seguravam faixas feitas em papel pardo com palavras contra as drogas e pelo direito à alimentação. Em uma delas, três letras representavam uma reivindicação: PAA, referência ao Programa de Aquisição de Alimentos. “É um programa de alimentação para as comunidades, e fortalece o campo porque vem direto do consumidor”, explica. O PAA promove o acesso a alimentos a populações carentes, através de parcerias com agricultura familiar.

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21



Em meio aos militantes, artistas circenses contratados pela prefeitura de Canoas acompanham os representantes do Fórum Mundial de Educação. Os malabaristas e equilibristas da Companhia Atmosfera participaram pela primeira vez da abertura do Fórum. “A gente sempre tenta estar junto com os movimentos de alguma forma, se cada um fizer um pouco a gente consegue mudar alguma coisa”, acredita o coordenador do grupo, Carlo Cancelli.

Entre as bandeiras amarelas, vermelhas e brancas das centrais sindicais, se destacavam poucas com as cores do arco-íris, registrando a presença de militantes da ONG pelos direitos LGBT Nuances. “Todo espaço de mobilização é importante. Assim como queremos mostrar nossas pautas, também é interessante participarmos de outros movimentos”, explicou o fundador do grupo e militante Célio Golin.

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Sem se preocupar em acompanhar o ritmo da marcha, cerca de quinze pessoas da Instituição Filantrópica Aldeia da Paz produziam música em tambores e assoprando conchas. Segurando a faixa de “Dê uma chance à paz”, eles entoavam em uníssono “Dê chance à paz, acabe com as fronteiras, nós somos um”. Eles estão acampados próximo ao Acampamento da Juventude, em outro espaço no Parque da Harmonia, e contam que não receberam recursos como eletricidade e água para sua estadia.

Logo surgiram na multidão dezenas de pessoas com máscaras, produzidas pela UJS, representando Edward Snowden – ex-analista de inteligência norte-americano asilado na Rússia após vazar milhares de documentos secretos. Ao passar pelo viaduto da Borges, uma bandeira com as palavras “Passe Livre” antecipava o protesto marcado para a noite desta quinta-feira, pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público. Após cerca de duas horas de caminhada, a marcha da abertura terminou na Usina do Gasômetro, principal ponto do Fórum Social Temático.

Confira mais fotos da caminhada:

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21



| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

| Foto: Ramiro Furquim/Sul21


Meu Deus, mãe só tem uma.



                   A professora mandou os alunos escreverem uma redação que terminasse com: 'Mãe... Só tem uma'.

                    No dia seguinte, ela chama o Everton (São Paulino) para ler a sua e o garoto começa: 'Eu estava doentinho, espirrando, tossindo, febril, não conseguia comer nada, não podia brincar, nem vir à escola. Aí, de noite, a mamãe esfregou Vick Vaporub no meu peitinho, me deu um leitinho quente com um comprimidinho, me cobriu, eu dormi e, no dia seguinte acordei bonzinho e feliz.' 'Mãe....Só tem uma.'
A classe toda aplaudiu, a professora elogiou, deu dez para Everton.

                Chamou o Antonio (Palmeirense), que já foi logo lendo a redação dele : 'Eu tinha prova de Conhecimentos Gerais no dia seguinte, não sabia nada, não conseguia decorar nada, comecei a chorar, achando que ia tirar zero. Aí a mamãe sentou do meu lado, pegou o livro, me explicou tudo direitinho, tomou a minha lição e eu fui dormir sossegado. Quando acordei senti que sabia tudo, vim à escola. Fiz a prova e tirei 10.' 'Mãe...... Só tem uma'.
A classe, emocionada, aplaudiu Antonio. A professora deu 10 para ele também..

             Desta vez chamou o Wandergleidson Clayton Jachson da Silva Júnior, vulgo micuim, (CORINTIANO) : 'Cheguei no barraco, minha mãe que estava na cama com um negão, que nem conheço, diferente do cara de ontem e gritou para mim': Wandergleidson Júnior, seu neguinho filho da PUTA, vai lá na geladeira e traz duas cerveja. Aí eu abri a geladeira, olhei lá dentro e gritei pra ela:

- 'MÃE....SÓ TEM UMA !.'

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Veneno na mesa - transgênicos e agrotóxicos no Brasil




    O pedido para a liberação de sementes transgênicas de soja e milho resistentes ao herbicida 2,4-D esquentou o debate sobre a regulamentação de plantas geneticamente modificadas e agrotóxicos na agricultura brasileira.
    Pesquisadores e o Ministério Público Federal (MPF) solicitaram em dezembro à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), encarregada de analisar pedidos de vendas de transgênicos, que suspendesse os trâmites para a autorização das sementes tolerantes ao 2,4-D, um herbicida usado contra ervas daninhas que consideram nocivo à saúde.
       Eles dizem que a liberação desses transgênicos poderá multiplicar de forma preocupante o uso do 2,4-D no Brasil.
        Paralelamente, cobram maior rigor dos órgãos reguladores na liberação tanto de agrotóxicos quanto de transgênicos e alertam para a associação entre esses dois produtos no país.
       Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é hoje o maior consumidor global de agrotóxicos. O mercado brasileiro de transgênicos também é um dos maiores do mundo. De acordo com a consultoria Céleres, quase todo o milho e a soja plantados no país hoje são geneticamente modificados.
       Especialistas ouvidos pela BBC Brasil dizem que a expansão dos transgênicos estimulou o mercado de agrotóxicos no país, já que grande parte das sementes geneticamente alteradas tem como principal diferencial a resistência a venenos agrícolas. Se por um lado essa característica permite maior controle de pragas, por outro, impõe riscos aos consumidores, segundo os pesquisadores.
Agente laranja
      No centro do debate, o herbicida 2,4-D é hoje vendido livremente no Brasil e utilizado para limpar terrenos antes do cultivo.
          Pesquisadores dizem que estudos associaram o produto a mutações genéticas, distúrbios hormonais e câncer, entre outros problemas ambientais e de saúde. O 2,4-D é um dos componentes do agente laranja, usado como desfolhante pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.
      O MPF pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que acelere seus estudos de reavaliação da licença comercial do 2,4-D. O órgão quer que o resultado da reavaliação da Anvisa, iniciada em 2006, embase a decisão da CTNBio sobre os transgênicos resistentes ao produto.
        Já a Dow AgroSciences, que fabrica o agrotóxico e é uma das empresas que buscam a liberação dos transgênicos associados a ele, diz que os produtos são seguros. Em nota à BBC Brasil, a empresa afirma que "o 2,4-D é um herbicida que está no mercado há mais de 60 anos, aprovado em mais de 70 países".
        O herbicida teve o uso aprovado em reavaliações recentes no Canadá e nos Estados Unidos. Segundo a Dow, trata-se de uma das moléculas mais estudadas de todos os tempos, gerada após mais de uma década de pesquisa e com base nas normas internacionais de segurança alimentar e ambiental.
Agrotóxicos combinados
        O pedido para a liberação das sementes resistentes ao 2,4-D reflete uma prática comum no mercado de transgênicos: a produção de variedades tolerantes a agrotóxicos. Geralmente, assim como a Dow, as empresas que vendem esses transgênicos também comercializam os produtos aos quais são resistentes.
      "É uma falácia dizer que os transgênicos reduzem o uso de agrotóxicos", afirma Karen Friedrich, pesquisadora e toxicologista da Fiocruz.
        Friedrich cita como exemplo a liberação de soja transgênica resistente ao agrotóxico glifosato, que teria sido acompanhada pelo aumento exponencial do uso do produto nas lavouras.
         Caso também sejam liberadas as sementes resistentes ao 2,4-D, ela estima que haverá um aumento de 30 vezes no consumo do produto.
       Segundo a pesquisadora, o 2,4-D pode provocar dois tipos de efeitos nocivos: agudos, que geralmente acometem trabalhadores ou pessoas expostas diretamente à substância, causando enjôo, dor de cabeça ou até a morte; e crônicos, que podem se manifestar entre consumidores muitos anos após a exposição a doses pequenas do produto, por meio de alterações hormonais ou cânceres.
      O médico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Wanderlei Pignati, que pesquisa os efeitos de agrotóxicos há dez anos, cita outra preocupação em relação aos produtos: o uso associado de diferentes substâncias numa mesma plantação.
      Ele diz que, embora o registro de um agrotóxico se baseie nos efeitos de seu uso isolado, muitos agricultores aplicam vários agrotóxicos numa mesma plantação, potencializando os riscos.
       Pignati participou de um estudo que monitorou a exposição a agrotóxicos pela população de Lucas do Rio Verde, município mato-grossense que tem uma das maiores produções agrícolas do Brasil.
      A pesquisa, diz o professor, detectou uma série de problemas, entre os quais: desrespeito dos limites mínimos de distância da aplicação de agrotóxicos a fontes de água, animais e residências; contaminação com resíduos de agrotóxico em todas as 62 das amostras de leite materno colhidas na cidade; e incidência 50% maior de acidentes de trabalho, intoxicações, cânceres, malformação e agravos respiratórios no município em relação à média estadual nos últimos dez anos.
      O pesquisador defende que o governo federal invista mais no desenvolvimento de tecnologias que possam substituir os agrotóxicos – como o combate de pragas por aves e roedores em sistemas agroflorestais, que combinam a agricultura com a preservação de matas.
      Já a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) diz que os agrotóxicos (que chama de produtos fitossanitários) são imprescindíveis para proteger a agricultura tropical de pragas e ervas daninhas, assim como para aumentar a produtividade das lavouras.
Cabo de guerra
      Pesquisadores e o MPF também querem maior rigor dos órgãos que analisam pedidos de liberação de agrotóxicos e transgênicos.
       A liberação de agrotóxicos exige aprovação da Anvisa (que analisa efeitos do produto na saúde), do Ibama (mede danos ao ambiente) e do Ministério da Agricultura (avalia a eficiência das substâncias).
      Cobrada de um lado por pesquisadores e médicos, a Anvisa é pressionada do outro por políticos ruralistas e fabricantes de agrotóxicos, que querem maior agilidade nas análises.
      Ana Maria Vekic, gerente-geral de toxicologia da Anvisa, diz que há várias empresas, entre as quais chinesas e indianas, à espera de entrar no mercado brasileiro de agrotóxicos.
       Ela diz que a falta de profissionais na Anvisa dificulta as tarefas da agência. A irritação dos ruralistas tem ainda outro motivo: a decisão da agência de reavaliar as licenças de alguns produtos.
       As reavaliações, explica Vekic, ocorrem quando novos estudos indicam riscos ligados aos agrotóxicos – alguns dos quais são vendidos no Brasil há décadas, antes da criação da Anvisa, em 1999.
      "Quando começamos a rediscutir produtos, passamos a ser um calo para os ruralistas", ela diz à BBC Brasil.
     Instatisfeitos, os representantes do agronegócio têm tentado aprovar leis que reduzem os poderes da Anvisa na regulamentação de agrotóxicos.
     "Fazemos o possível para nos blindar, mas a pressão é violenta", diz Vekic.
     Questionada sobre a polêmica em torno do 2,4-D, a CTNBio disse em nota que voltaria a discutir o assunto em fevereiro.
     Segundo a comissão, o plantio de transgênicos não impede a produção de orgânicos ou de outras variedades de plantas.
       A CTNBio disse ainda que não lhe compete avaliar os riscos de agrotóxicos associados a transgênicos, e sim a segurança dos Organismos Geneticamente Modificados.
João Fellet

Da BBC Brasil em Brasília

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Olha, se não gostar de São Pedro, seja excomungado.. Arcabouços da Igreja......

               O estatuto e a autoridade do Papa na Igreja Católica, tais como sua primazia e infalibilidade, foi dogmaticamente definido pelo Concílio Vaticano I, em 18 de julho de 1870, na Constituição dogmática Pastor Aeternus, que estabeleceu os seguintes cânones:19

                 Se, pois, alguém disser que o Apóstolo S. Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu direta e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado.
                   Se, portanto, alguém negar ser de direito divino e por instituição do próprio Cristo que S. Pedro tem perpétuos sucessores no primado da Igreja universal; ou que o Romano Pontífice não é o sucessor de S. Pedro no mesmo primado – seja excomungado.
                  Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.
           Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis. Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, o que Deus não permita, - seja excomungado.