Quando o governador Tarso Genro assumiu, os salários dos brigadianos gaúchos estavam entre os piores do Brasil, considerando os policiais militares. A baixa remuneração, somada à falta de perspectivas de mudança e à ausência de equipamentos e infraestrutura necessária adequada, produziu um cenário desastroso para a segurança no Rio Grande do Sul, abrindo as portas para o aumento da criminalidade e da violência.
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Diálogo restabelecido
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Apesar do acúmulo de problemas, o governador e o secretário de Segurança, Airton Michels, estavam determinados a promover uma reviravolta na situação. O primeiro passo foi reconstruir um canal de colaboração e diálogo com os trabalhadores. Nos últimos seis meses, o governo do Estado, a base aliada na Assembleia e os servidores negociaram exaustiva e democraticamente em nome da superação destas dificuldades históricas. As negociações resultaram em propostas com percentuais de reajustes acima do previsto para a inflação durante o prazo de pagamento do plano, na reestruturação das carreiras, na retomada da verticalidade, na garantia de aumento real e na redução para 25% da diferença entre o maior e menor salário.
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Reajuste histórico
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O resultado dessa ampla mesa de discussão foi uma conquista sem precedentes para a categoria. Dia 11 de julho, na última votação do semestre na Assembleia, os quatro projetos apresentados pelo governo Tarso Genro para reajustar salários de brigadianos e policiais civis foram aprovados. Com isto, um soldado da Brigada terá 104% de reajuste no período 2011-2014, ou seja, vai dobrar seus vencimentos. Na Polícia Civil, no mesmo período, os reajustes dos servidores irão variar de 36% a 70%, para investigadores, comissários e inspetores/escrivães. No período 2011-2018, o reajuste da base da Polícia Civil chegará até a 171% para algumas categorias.
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Verticalidade
restaura dignidade
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Além dos reajustes, o governo restaurou a verticalidade salarial, que prevê proporcionalidade entre os ganhos dos diferentes setores da segurança. O retorno deste mecanismo, que vincula todos os vencimentos da BM, de coronel a soldado, estava entre as principais reivindicações da categoria. O governo também assumiu o compromisso de continuar debatendo o aperfeiçoamento do sistema no próximo período. A base para a calcular a verticalidade será a remuneração do mais alto cargo da BM, a de coronel, composta do salário básico e da gratificação de risco de vida. Estão excluídos do cálculo FGs (Funções Gratificadas), triênios, biênios ou quaisquer outros acréscimos por tempo de serviço. Em 2013, o 1º tenente receberá 41% da remuneração do coronel; o 1º sargento 30%; o 2º sargento 28%; o 3º sargento 25%; o cabo 22% e o soldado 21%. Em 2014, os valores sobem, conforme a tabela abaixo:
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Maior reajuste para
quem ganha menos
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Veja como irão evoluir as remunerações iniciais de cada posto e os percentuais de reajuste total de 2011 a 2014:
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Outras medidas
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A política de retomada da valorização e da autoestima dos servidores da segurança não se resume, no entanto, a melhorar salários. O governo Tarso já reestruturou as promoções da Brigada Militar, com vistas a democratizar mais o processo e a valorizar aqueles que combatem o crime nas ruas. Realizou concurso público para 2 mil novos brigadianos e aprovou a aposentadoria especial dos servidores da Susepe. Também criou 628 novos cargos de bombeiro, o que implica na redução do tempo para as promoções, com melhoria do nível salarial. O governo Tarso ainda revogou o decreto, editado na gestão da governadora Yeda Crusius, que determinava o corte do ponto dos servidores que participassem de atividade sindicais.
Casa própria - Através de um acordo de cooperação estabelecido entre o governo Tarso Genro e a Caixa Federal, o valor da renda bruta dos trabalhadores da segurança para aquisição da casa própria foi elevado para R$ 4.360,00 (quatro mil trezentos e sessenta reais) e os trabalhadores da Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícia - IGP e SUSEPE ganharam o direito de participar dos programas habitacionais sem consulta ao SPC e SERASA. Além disso, em junho último, foi realizado o 'Feirão da Casa Própria', numa parceria do governo e a CEF, destinado exclusivamente a trabalhadores da segurança.
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Polícia Civil
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Para os servidores da Polícia Civil, o percentual de reajuste varia de 63,79% a 171,65%, considerando o período 2011 a 2018, abrangendo investigadores de 1ª a 7ª classe, inspetores/escrivães de 1ª a 4ª classe, comissários e delegados de 1ª a 4ª classe. Outras alterações dão conta de que os investigadores com mesmo padrão de inspetores e escrivães perceberão rigorosamente a mesma tabela a partir de maio de 2013. Também ficaram definidos índices de escalonamento para todos os agentes.
Foram criados 1.700 vagas na Polícia Civil para garantir as promoções funcionais, assegurando a aposentadoria especial para os servidores da segurança, atendendo a uma reivindicação história da categoria. As vagas estão assim distribuídas: escrivães - 711; inspetores - 710; comissários de polícia - 159; delegados - 120.
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Muito mais a fazer
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O primeiro passo foi dado, mas ainda temos muito a fazer para corrigir as distorções históricas que castigam os servidores da segurança, vítimas de governos que prometeram a valorização, mas cortaram direitos, extinguindo com a verticalidade, que agora está sendo retomada, e reduzindo o adicional de risco de vida da Brigada. As conquistas ora garantidas pela gestão Tarso mostram que este governo não tem apenas um bom discurso sobre a segurança, mas tem projetos, ação real e o compromisso de transformar a realidade daqueles que zelam pelas nossas vidas.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Inédita e justa valorização da segurança gaúcha.
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